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Desenvolvimento pra quem? Mesa reflete sobre o futuro da mineração
sexta-feira 9 de maio de 2014
Em sua fala Maria Máxima conta como a população se sentiu ao ver suas terras ameaçadas pelo ‘progresso’: “é um sentimento de pertencimento, não é só a nossa terra é a nossa história”. Entre as mudanças causadas às comunidades estão o tráfico de drogas, a privatização do mar e as mortes decorrentes desse ‘desenvolvimento’.
O missionário comboniano Dário Bossi reforça dizendo que não há futuro na mineração. “Em 70 ou 80 anos, no máximo, minério de ferro não existirá mais no mundo”. Entre as estratégias de combate aos empreendimentos que exploram o povo e a terra, Dário expôs a necessidade de formar, capacitar e conscientizar as comunidades dos atingidos e a sociedade, para que possam identificar as reais necessidades de todo o coletivo.
A união é um dos pontos mais importantes para a luta, reagregar grupos e movimentos que há muito tempo estiveram separados, para assim preservar a identidade popular. É necessário ao povo perder a inocência e assim ter noção do que o futuro nos reserva, apontou o professor da Universidade federal do Pará (UFPA), Aluísio Leal, que segue dizendo: “precisamos ter a experiência daqueles que estão a mais tempo na luta”, referindo-se a os países da América do Sul que combatem a mineração.
De acordo com o professor, “a Amazônia transita entre o estupro e a prostituição”. O estupro seria na época da ditadura militar, onde o sul do Pará foi invadido e explorado. A prostituição é o que acontece nos dias atuais, em que as terras são tomadas e empresas privatizadas para usufruírem dos recursos naturais, empresas essas que recebem isenção fiscal para atuarem.
Por Julielli Soares
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